O que fazer antes de abrir um negócio?

Iniciar um empreendimento é algo desafiador, já que não basta apenas uma boa ideia para que haja sucesso, principalmente, quando se inicia o negócio sem observar alguns detalhes simples, mas que podem gerar grandes transtornos desnecessários.
Leonardo Marques
Leonardo Marques

Iniciar um empreendimento é algo desafiador, já que não basta apenas uma boa ideia para que haja sucesso, principalmente, quando se inicia o negócio sem observar alguns detalhes simples, mas que podem gerar grandes transtornos desnecessários.

 “Tudo o que você for fazer bem feito será difícil. Se a coisa for fácil, desconfie.”

Silvio Santos
Fundador do SBT e do Grupo Silvio Santos.

De forma recorrente, recebemos perguntas sobre quais seriam os riscos que um empreendedor deve observar para reduzir ou evitar transtornos. Por isso, elencamos os 5 passos que devem ser feitos pelo empreendededor antes de abir um negócio.


1. Acerte as intenções entre seus sócios antes de formalizar o empreendimento.


Quando as pessoas resolvem se associar para montar um negócio, antes da formalização do empreendimento, a definição adequada de quais atividades econômicas serão praticadas, como será a gestão do empreendimento, quais serão as deliberações a serem exercidas de forma individual ou coletiva, como será a remuneração dos sócios e dos colaboradores, qual a periodicidade de encontros para alinhamentos, bem como, caso haja incapacidade temporária ou quando ocorrer o falecimento de um dos sócios, quais serão os procedimentos a serem seguidos, são alguns exemplos de pontos a serem documentados no acordo preliminar entre sócios.


2. Entenda seu empreendimento e não formalize atividades econômicas desnecessárias.


Não é raro que os empreendedores queiram formalizar as atividades econômicas que irá exercer, bem como, aquelas que irão ser exercidas no futuro. Contudo, essa prática pode gerar gastos e transtornos desnecessários.

Um exemplo são as obrigações tributárias que o empreendimento terá que cumprir, simplesmente, pelo fato de ter formalizado a atividade econômica.

No Brasil, por ser uma federação, há incidencias de tributos nas esferas federal, estadual e municipal e, por isso, ao colocar uma atividade econômica que não está exercendo, poderá passar pelo risco de se obrigar a ter custos fiscais desnecessários.

Outro exemplo de risco e custo desnecessários são aqueles relacionados aos aspectos trabalhista, de meio ambiente e regulatório que a atividade econômica que não é exercida pelo empreendimento acaba sendo obrigada a cumprir.


3. Escolha a melhor forma de constituição do empreendimento.


Algumas atividades econômicas são obrigadas, por lei, a serem constituídas em um forma específica, tais como, as sociedades de advogados.

Todavia, há uma série de outras formas de constituição do empreendimento que, dependendo da atividade econômica ou dos interesses dos empreendedores, o negócio pode ser formalizado.

A escolha inadequada da forma de constituição pode gerar gastos tributários desnecessários, bem como resultados patrimoniais indesejados aos empreendedores, tais como, uma maior carga tributária, um custo fiscal e administrativo maior e uma maior exposição dos sócios aos riscos do empreendimento.


4. Compreenda quais são os direitos e deveres como administrador ou sócio do empreendimento.


O empreendedor precisa entender quais são os seus direitos e deveres quando for administrador ou simplesmente sócio do empreendimento.

A falta de compreensão quanto a estes dois aspectos faz com que o empreendedor acabe por assumir responsabilidades perigosas para seu patrimônio pessoal ou, ainda, com possibilidade de ter condenação criminal.


5. Defina as regras de sucessão do empreendimento e de gestão quando houver incapacidade temporária do administrador.


As pessoas são mortais e falíveis, mas, muitas das vezes por medo ao encarar esta realidade, os empreendedores não optam por definir regras claras para quando o administrador falecer ou, talvez, venha a ter uma incapacidade civil temporária.

Seja com o falecimento ou com uma inesperada incapacidare civil temporária, o empreendimento ainda terá direitos a serem exercidos e obrigações a serem cumpridas que, caso não sejam observadas, poderá gerar grandes riscos à continuidade do negócio ou, na pior das hipóteses, destruindo todo o valor gerado por uma vida de trabalho árduo e dedicado do empreendedor.


Estes são apenas alguns dos passos necessários para poder reduzir transtornos que o empreendedor pode se deparar. Contudo, como todo empreendimento é um organismo vivo que tem suas próprias peculiaridades, as orientações apresentadas não substituem ou mesmo garantem bons resultados sem a assistência de um profissional que possa observar a estratégia preventiva mais adequada ao negócio.

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Fabiano Lopes

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